Desde alguns anos a esta parte, o Município do Sabugal, apostou forte no termalismo. Assim, as já bem conhecidas Termas do Cró foram objecto de elaboração de um moderno e arrojado projecto que, passados alguns anos de trabalho e meia dezena de milhões de euros ali investidos (sem qualquer participação da comunidade, por enquanto), estão prontas para entrar em funcionamento. Abriu-se concurso público para encontrar um parceiro tendo em vista a sua exploração. Ninguém se mostrou interessado no negócio. A crise financeira terá sido, seguramente, o motivo da inexistência de interessados!
A autarquia tem, assim, um grande problema para resolver que será o de rentabilizar o avultado investimento já realizado.
Há várias hipóteses na mesa: (1) A autarquia avançar ela própria com a referida exploração através da sua empresa municipal; (2) Constituir uma nova empresa municipal ou uma Parceria Público Privada (PPP) (tão em voga!) exclusivamente com o encargo da sua exploração; (3) Alterar os pressupostos aprovados para a exploração de molde a tornar o negócio mais atrativo financeiramente;
Sem querer aqui fazer grandes delongas na análise das três (pode haver mais certamente!) hipóteses apresentadas, direi o seguinte:
Qualquer que seja a via escolhida, o investimento realizado tem que ser devidamente rentabilizado e isso só poderá acontecer se for encontrado um gestor (público ou privado) com profundos conhecimentos sobre termalismo, de preferência com larga experiência no ramo.
E para terminar direi que, o orçamento da autarquia não poderá, em qualquer caso, ser utilizado para cobrir prejuízos provocados pela incompetência de uma má gestão.